Há dias fiz raiz de mandioca assada. É sempre muito bem recebida por todos. Até o mais pequeno gosta de comer. A raiz de mandioca exige algum planeamento, porque tem de ser hidratada de um dia para o outro para facilitar na hora de descascar. Parto em pedaços mais pequenos e coloco imersa em água por até 24h, mudando a água, pelo menos, a meio tempo.

Depois faço um corte pouco profundo na casca e forço a entrada da faca até começar a levantar. Vem junta uma parte castanha de fora e uma parte branca do miolo. Descarto essa casca grossa toda.

Faço fatias com cerca de meio centímetro. Volto a colocar as fatias no recipiente que usei para demolhar e rego com um fio de azeite (de baixa acidez). Tapo-o e abano umas quantas vezes. Assim as rodelas ficam todas untadas com azeite e não uso muito, só o suficiente. Depois coloco num tabuleiro forrado com um tapete de silicone, ou folha de papel vegetal, e asso a 180º até as bordas das rodelas começarem a dourar. A mandioca é um alimento duro, se dourar muito fica demasiado crocante para que consigamos manter a dentição em número adequado. Por isso, quando experimentarem, aconselho a que mantenham a vigilância e provem uma rodela para verificar se já está do vosso agrado.

Servi com grãomelete de alho-francês (que já vos falei num outro post), cogumelos salteados, tomate fatiado e alface.

Cá por casa comemos as rodelas à mão ao estilo «fast food, só que não».

Nota: Podemos variar imenso na fonte de hidratos de carbono. Não precisamos de comer sempre arroz, massa e batatas. A raiz de mandioca tem mais cálcio e mais zinco que a batata branca normal, por exemplo.

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